sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Democratizando a Cultura

Ontem, 8 de novembro, foi um dia especial para a cultura no Vale do Rio Doce. Artistas, intelectuais, produtores culturais, agentes e gestores de cultura além de entusiastas da causa, puderam discutir propostas de alterações na lei estadual de incentivo à cultura 12.733/97. Representantes da comissão de Cultura da Assembléia Legislativa, a Deputada Gláucia Brandão, presidente da Comissão, a Deputada Elisa Costa, autora do requerimento para a audiência Pública regional e também autora do Projeto de Lei 1.022/07 que propõe modificações que visam a democratização dos recursos destinados aos projetos culturais estiveram presentes no plenário da câmara municipal. Presença importante também foi do Superintendente de Fomento e Incentivo à Cultura, Fernando Henrique Machado Lara.
Penso que pela exposição do Fernando Machado, representante da Secretaria Estadual de Cultura, estamos em sintonia com as demandas do interior, por mais participação, recursos e adequação dos instrumentos legais de fomento. Mas alerto, é preciso que estejamos preparados para acessarmos estes recursos. É necessário que a sociedade civil organizada, em sua vertente cultural esteja preparada individual ou coletivamente.( Existem muitos grupos de empreendedores culturais que atuam em conjunto e também separadamente como produtores culturais).
É até interessante pensar em democratizar a cultura. Como se a Cultura fosse algo a ser distribuido e não vivenciado, criado conjuntamente como já disse Miranda(2003).
Acontece que a discussão faz parte de um momento que os atores envolvidos com a cultura precisam estar preparados para acessar este instrumento de incentivo. Fatores como interiorização dos recursos, maior participação das micro, pequenas e médias empresas como incentivadores, maior participação do interior nas câmaras setoriais da comissão técnica de análise de projetos são relevantes, bem como a elevação gradual dos valores mínimos destinados às regiôes do interior Mineiro.
Minas são muitas! E como tal deve ser entendida e contemplada!

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