
Tenho refletido bastante sobre a cidade nos últimos anos. Cheguei mesmo a ganhar uma bolsa na UFMG para estudar história e cultura política. Não foi muito fácil aprender pelo menos um pouco com aquelas feras. Vejo que o Mundo passa por um momento muito especial e importante do ponto de vista da sustentabilidade das ações até aqui implementadas para o desenvolvimento global.O Brasil, não está fora deste contexto por certo. Ban Ki-moon, secretário geral da ONU, disse em visita ao Brasil que está impressionado com o nosso país. Ponderou o diplomata que os esforços do governo brasileiro em produzir energia renovável são apreciáveis. Nomeou o Brasil de "Gigante Verde Discreto".
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Em Minas a realidade não é diferente. Nossos rios sofrem com a estiagem, assoreamento, morte da mata ciliar e o avanço histórico e quase que irresgatável da Mata Atlântica.
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Perceber e refletir sobre o “estado” ético-político e histórico do Vale do Rio Doce é pensar um novo modo de se situar como sociedade civil. Isso é assunto que vai render... já sentí. Por isso vou cometer um poema que brinca ( pode brincar com coisa séria?) com um evento histórico que dizem, de fato aconteceu. Foi numa dessas reuniões políticas das lideranças com o Presidente Getúlio aqui em Figueira, ops. em Valadares:
No Estado Novo o Getúlio falou:
-Pra vocês não, que são uma cidade rica! Tem dinheiro pra outras
E a comitiva foi-se, pensando aturdida:
O Getúlio falou!
E não se acreditou.
Sua terra não é pobre
Sua gente é nobre
Seu povo é que é que está pobre
Sua terra é rica. Terra que tem mica, madeira nobre
Gente nobre
Gente pobre
Pobre fica
Digna mica
Dignifica
A gente daqui
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