quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Dia Nacional da Consciência Negra

Reunião na Câmara Municipal de GV em homenagem à Dona Zulmira e Dia Nacional da Consciência Negra 2006

Os meus avós paternos são Pernambucanos e os maternos, Baianos. Nasci e fui criado em Minas. Do legado afro, trago comigo as raízes de sua ancestralidade. Acredito na imensa contribuição de todos os povos em suas singularidades. Então tenho me aproximado já ha algum tempo de pessoas que lutam pela causa afro-brasileira. Reconheço o esforço de pessoas que dedicam muito do seu tempo às ações afirmativas como a Ana e o Toninho aqui em GV. Por tantas lutas acontecendo aqui e acolá, mando um endereço legal, é só ir na Fundação Palmares.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Cefet em Valadares

É uma conquista histórica para a cidade e a região do Vale do Rio Doce a instalação de uma unidade do Cefet Minas, Centro Federal de educação Tecnológica. Assim, com os esforços compartilhados entre as lideranças políticas, temos um exemplo de gestão pública no caminho do bem comum. Impressiona, pela exposição do Diretor do Cefet Minas, a capacidade que terá o Cefet/GV de incentivar o desenvolvimento regional através da geração de empregos, pesquisa tecnológica, educação pública de qualidade e mais oportunidades para a juventude.
Governador Valadares se insere de maneira consolidada, nos programas e projetos do PAC do Governo Federal, bem como no Plano de Expansão da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica. Começa em 2008!!

domingo, 18 de novembro de 2007

I Festival Regional de Poesia

O I Festival Regional de Poesia do Vale do Rio Doce teve o seu fecho no último dia 17. Fui na abertura e no encerramento. Momentos de emoção compartilhei com os presentes quando vi poetas de dez, onze anos de idade, egressos das escolas públicas e outros poetas e poetisas onde o tempo... só lamenta o tanto esperado para o apurado talento.
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Em tempo, parece que a escola está um pouco deslocada da realidade. Não consegue refletir o contemporâneo, o que angustia e desnorteia. Que venham muitos festivais. Parabéns a produtora Cultural Dulce e equipe e toda a rede de apoio e incentivo.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Construindo a República

15 de novembro e chegamos à data que marcou a instituição da República Brasileira. Uma república inconclusa nas palavras de José Murilo de Carvalho, Cientista político e historiador pela UFRJ. Marechal Deodoro, adoentado, assumiu no gesto incisivo e simbólico, as dores do parto da corrente positivista. E o povo.. Ah, bem o povo não foi chamado a participar.

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Aqui, em Figueira, ops, em Governador Valadares ( a partir de 1938), houve quem se entusiasmasse com os rumos da chamada Nova República ( 1930). Lutas importantes e participação com protagonismo regional( isso aí ainda vai render...) até 1937 aconteceram. Aí o silêncio se abateu e o curto-circuito democrático foi ativado. Que silêncio Vale do Rio Doce!!

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A construção da República que queremos ainda está aberta. Acredito nisso!!!Precisamos participar!
Bom feriado!!

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Mais jornada de História


Seguimos eu, Paulinha, e a Dona Edith Marques, da Serenda Idade, para a Univale ontem a noite para a abertura da I jornada de história. A professora Marilene Tuller, deu-nos uma grande aula de como se constrói mitos. A época,1963. O lugar, Ipatinga. O nome do seu livro: "O Massacre de Ipatinga"-Mitos e Verdades. A conjuntura, pré 1964. Ensaio sombrio do que viria em março do ano seguinte.
Anexo uma foto do lançamento do livro na Livraria Leitura


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Meu filho caçula, Thales, veio me dizendo ontem, altas horas que agora vai torcer pro Fluminense, meu time do coração. Deve ser por causa do jogo com o Palmeiras. Meu tricolor ganhando, ajuda o Cruzeiro velho de guerra. Entendido!

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E o Ipatinga na série A do Brasileirão! Algumas lições: organização, seriedade, profissionalismo!
Dá pra enxergar bons exemplos, não precisa nem abrir muito os olhos!!

terça-feira, 13 de novembro de 2007

A América Latina, o Brasil e o Vale do Rio Doce






Tenho refletido bastante sobre a cidade nos últimos anos. Cheguei mesmo a ganhar uma bolsa na UFMG para estudar história e cultura política. Não foi muito fácil aprender pelo menos um pouco com aquelas feras. Vejo que o Mundo passa por um momento muito especial e importante do ponto de vista da sustentabilidade das ações até aqui implementadas para o desenvolvimento global.O Brasil, não está fora deste contexto por certo. Ban Ki-moon, secretário geral da ONU, disse em visita ao Brasil que está impressionado com o nosso país. Ponderou o diplomata que os esforços do governo brasileiro em produzir energia renovável são apreciáveis. Nomeou o Brasil de "Gigante Verde Discreto".


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Em Minas a realidade não é diferente. Nossos rios sofrem com a estiagem, assoreamento, morte da mata ciliar e o avanço histórico e quase que irresgatável da Mata Atlântica.

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Perceber e refletir sobre o “estado” ético-político e histórico do Vale do Rio Doce é pensar um novo modo de se situar como sociedade civil. Isso é assunto que vai render... já sentí. Por isso vou cometer um poema que brinca ( pode brincar com coisa séria?) com um evento histórico que dizem, de fato aconteceu. Foi numa dessas reuniões políticas das lideranças com o Presidente Getúlio aqui em Figueira, ops. em Valadares:


Aviso


No Estado Novo o Getúlio falou:
-Pra vocês não, que são uma cidade rica! Tem dinheiro pra outras

E a comitiva foi-se, pensando aturdida:


O Getúlio falou!

E não se acreditou.



Sua terra não é pobre
Sua gente é nobre
Seu povo é que é que está pobre
Sua terra é rica. Terra que tem mica, madeira nobre
Gente nobre
Gente pobre
Pobre fica
Digna mica
Dignifica
A gente daqui

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Eduardo Galeano autor uruguaio em sua obra As veias abertas da América Latina, já dizia que a América latina e especialmente o Brasil são vítimas das suas próprias riquezas...

Um ano sem Fassarella





Ontem, na Capela do Instituto Imaculada Conceição, foi celebrada pelo Pe. Nelito, missa em memória de um ano do falecimento do nosso amigo e companheiro João Domingos Fassarella. Tive a honra de conviver com ele durante alguns anos. Político, Prefeito, homem de partido. Não posso esquecer uma de nossas conversas quando ele me dizia que devemos nos espelhar sempre em bons exemplos na vida e na política. Falávamos sobre o Mário Rocha em solenidade no Museu da Cidade. Admirava o seu senso de trabalho coletivo, respeito pelas diferenças, capacidade de entendimento e trabalho, e sobretudo a sua saúde republicana na luta pela inclusão dos mais humildes.

Lembranças no treze de outubro

treze de outubro é o aniversário de nascimento de Papai. Os nossos últimos dez anos de convivência foram de redescoberta da relação pai e filho. Talvez por já estar casado e com a chegada da Paulinha e do Thiago, eu ensaiva o caminho do entendimento da magia de ser pai: força e paciência nas dificuldades, humildade e sabedoria nos melhores momentos. Regina, minha companheira de 23 anos também se ressente da ausência do "Seu Didi ", meu sogro e amigo. Foi assim, olhando e revisitando algumas fotos daqueles albúns antigos que encontrei Papai Jaime e o olhar entre espantado e encantado do nosso caçula Thales , então com nove meses. Lá se vão doze anos de sua partida. Avante Pai, coração de criança, cidadão de Olinda e do mundo.

Jornada de Historia

Estarei hoje na Univale para a abertura da I jornada de Historia. O tema é O Ofício do historiador e o ensino de historia no século XXI. Faço o convite em cima da hora por causa dos atropelos do dia a dia. A professora Marilene Tuller de Ipatinga foi muito simpática ao atender o nosso convite e o da professora Patrícia do Núcleo de História. Amanhã direi como foi. Êxito por certo, na integração e no entendimento da história do Vale do Rio Doce.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

De início, Um Poema

Quero dizer Bom dia à todos (as) e manifestar minha alegria de poder compartilhar este espaço democrático e plural a partir de hoje. Peço a paciência e a benevolência de todos e todas para o aprendizado que agora inicio.Então, gostaria de cometer um poema que fala sobre o vale do rio doce e uma de suas muitas personagens.


A vitória do Vale do Rio Doce na Segunda Guerra Mundial

Para as miqueiras guerreiras do Vale do Rio Doce

1942.

A manhã acorda e já se ouvem o apito e as sirenes das Cias. de Mica.

Breve, uma multidão de gentes e suas bicicletas estarão, cada um, entrincheirados (as) em frente das suas rústicas máquinas.

Os movimentos das mãos e dos braços são espaçados,

articulados, por vezes frenéticos.

Um vai e vem entre a máquina rústica e a bruta pedra.

A força tarefa das miqueiras (os), excede dezenas, perpassa centenas... atinge e convoca milhares..., mulheres e crianças, seguindo o rastro brilhante e luminoso do mineral,

tapetes contrastando o sol e compondo o ambiente do por fazer em casa.

Nossa mica foi o nosso minério de ferro. Nossas lavras foram o nosso pico do cauê.

A vitória dos aliados foi a vitória do Vale do Rio Doce. Como não saber? Como não falar?

O neto-bisneto imigrante despede-se hoje da bisavô miqueira-guerreira

Marchando para a fronteira norte

que mata em tempo de paz

Ontem escancaramos nossos limites nos bastidores da vitória,

nutrindo o triunfo aliado com o mineral estratégico

- De que silêncio é feito esta vitória?

- De que batalha não participamos?

- De que frente deserdamos?

- Por que nossa bandeira não estava lá?....

Uns dizem ...:-“ fruto do esforço de guerra...”

A vitória do Vale ainda não foi proclamada.

- Quem abafa este grito?

- Que tratados de estados nos impedem?... Da redenção?!

- Que distratos foram-nos impostos além do silêncio?

Vale do Rio Doce, seu destino é emoldurar ciclos e chamá-los de econômicos!?

A moça miqueira não tem um retrato até hoje.

Já virou bisavó... e só lembra...

até tem saudades

Foi convocada e não sabia,

Ganhou a guerra e não sabia.

Ganhamos a guerra. Más onde está o êxito...na memória?

Na crateras remexidas... Nas feridas esquecidas, na vivência fossilizada e desperta de qualquer lembrança de Domingo a tarde...

Jaime Luiz Rodrigues Júnior


Democratizando a Cultura

Ontem, 8 de novembro, foi um dia especial para a cultura no Vale do Rio Doce. Artistas, intelectuais, produtores culturais, agentes e gestores de cultura além de entusiastas da causa, puderam discutir propostas de alterações na lei estadual de incentivo à cultura 12.733/97. Representantes da comissão de Cultura da Assembléia Legislativa, a Deputada Gláucia Brandão, presidente da Comissão, a Deputada Elisa Costa, autora do requerimento para a audiência Pública regional e também autora do Projeto de Lei 1.022/07 que propõe modificações que visam a democratização dos recursos destinados aos projetos culturais estiveram presentes no plenário da câmara municipal. Presença importante também foi do Superintendente de Fomento e Incentivo à Cultura, Fernando Henrique Machado Lara.
Penso que pela exposição do Fernando Machado, representante da Secretaria Estadual de Cultura, estamos em sintonia com as demandas do interior, por mais participação, recursos e adequação dos instrumentos legais de fomento. Mas alerto, é preciso que estejamos preparados para acessarmos estes recursos. É necessário que a sociedade civil organizada, em sua vertente cultural esteja preparada individual ou coletivamente.( Existem muitos grupos de empreendedores culturais que atuam em conjunto e também separadamente como produtores culturais).
É até interessante pensar em democratizar a cultura. Como se a Cultura fosse algo a ser distribuido e não vivenciado, criado conjuntamente como já disse Miranda(2003).
Acontece que a discussão faz parte de um momento que os atores envolvidos com a cultura precisam estar preparados para acessar este instrumento de incentivo. Fatores como interiorização dos recursos, maior participação das micro, pequenas e médias empresas como incentivadores, maior participação do interior nas câmaras setoriais da comissão técnica de análise de projetos são relevantes, bem como a elevação gradual dos valores mínimos destinados às regiôes do interior Mineiro.
Minas são muitas! E como tal deve ser entendida e contemplada!