segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Pra iniciar a semana
sábado, 12 de janeiro de 2008
Compromisso com a Cultura
Não é retrospectiva. Mas é compromisso assumido por nós que lutamos pela cultura da cidade.
Vamos completar dois anos sem lei de incentivo em GV. Muitos recordam do movimento cultural em defesa da lei de incentivo em 2006 e 2007. Garanto que vou voltar neste assunto com mais detalhes.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Identidade e Cultura no Vale do Rio Doce
Estou muito feliz! Explico. Nosso projeto Identidade e Cultura no Vale do Rio Doce acaba de ser aprovado junto com mais três outros para a nossa cidade através da Lei Estadual de Incentivo á Cultura. GV é a referência como cidade polarizadora destas ações e diretrizes que envolverá nove cidades na região do nosso vale.
Vou dar mais detalhes num próximo post. Para conferir também temos a opção de hoje do DRD, caderno de cultura
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Fotos lançamento livro e revista
Momento do início da noite de autógrafos
Momento informal e engajado.
Debate entre os autores da revista Laço.
Jaime, Dr.Charles França e Sandra Athayde, editora da revista Laço.
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Novos Tempos

É impossível ficar impassível diante de tantas coisas acontecendo em nossa cidade. Não posso me conformar com o mundo enviesado que enxergo. Um lugar em que nascemos, crescemos e vivemos nossas vidas e de repente, nos conformamos. Não posso concordar com a falta de debate autêntico para o surgimento e criação de oportunidades, justiça social, emprego, mais educação de qualidade (para todos) e cultura para todos que vivemos no vale do rio doce.
Mais que um mero discurso e posicionamentos demagógicos, precisamos da união de todos para reverter as causas de tanto sofrimento de famílias que vêem seus filhos e pais de família irem embora.
Tratar do nosso chão. Um lugar tão cheio de proprietários! Donos da terra!
Nossa terra! E deram-lhe o nome de Governador Valadares.
Um lugar que mais parece uma terra de Coronéis esfarrapados e sertanejos desterrados.
Mas há espaço e tempo para a mudança. Nossa origem como comunidade foi pontuada por solidariedade e verdadeiro pioneirismo. Onde trabalhadores das mais diversas regiões deixaram sua luta e sua vida como sinal de construção de um ideal. Construir uma cidade. Famílias que para aqui vieram com verdadeiro sentido comunitário em meio ás dificuldades imensas do impaludismo e do meio inóspito.
Ponto de partida e de chegada de tropeiros, viajantes e aventureiros.
Lugar do sonho de se fazer, de “banburrar”, de conquistar e também de se aquietar.Ponto de briga, de união, de conchavos políticos e matreirices diversas. Lugar onde o Estado pôs a sua mão forte nos anos 1930 para ordenar o espaço, coordenar o tempo e delimitar as áreas de sua influência política, econômica, social e cultural. Tempo, lugar e espaço em que o Estado decidiu que a região era um dos locais no Brasil que servia como almoxarifado ideal e estratégico para as alianças feitas com os países da aliança (Estados Unidos,Inglaterra e França) durante a segunda guerra mundial. Rodovias e ferrovias testemunhas do esforço análogo aos da escravidão onde mulheres, adolescentes e até crianças trabalhavam de sol a sol na mica, ganhando míseros trocados como salário.
Há espaço e tempo para mudanças. Quando assumirmos, todos, o nosso compromisso como cidadãos e reconstruirmos nossa base histórica. Soubermos dar valor ao que nos restou. Nossas belezas naturais tão vilipendiadas como a Ibituruna, tão cheia de proprietários e vazia do conhecimento da grande maioria da população e de um planejamento de revitalização. Nosso Rio Doce tão maltratado pelo descaso ambiental e pela poluição. Nosso patrimônio Cultural, em sua instância natural, material e imaterial, precisa ser revitalizado com decência e urgência. O Prédio da antiga Açucareira se apresenta como um grande desafio para toda a sociedade. Deve, a meu ver ser um espaço cultural, plural, diverso e acima de tudo democrático. Um bem público construído com muito esforço pelo trabalho de pessoas humildes e corajosas. Se o capital privado participou ali, certamente foi beneficiado com isenções tributárias de toda ordem e à menor dificuldade conjuntural foi-se embora deixando suas paredes e estruturas monumentais, marca do trabalho! Já temos o maior Mecenas deste patrimônio: os trabalhadores e as famílias destes trabalhadores na Cia. Açucareira Rio Doce. Por isso qualquer planejamento e debate sobre os destinos da Açucareira devem passar por toda a sociedade, sem exclusões, sem exclusivismos!
Nossa Biblioteca Pública, templo do saber e de experiências humanas. Acúmulo Cultural originado e construído inicialmente pela ousadia e inteligência única do Professor Paulo Zappi é outra Casa que roga por dias melhores. Não é mais possível conviver e aceitar nosso acervo, funcionários e toda a comunidade usuária serem tratados como indigentes. Na situação atual, todos correm riscos, ao menor sinal de chuva. È inaceitável! Se nossa realidade está enviesada, também enxergo enviesado? Quero enxergar de outra forma! Uma forma digna de tratar nosso povo e a nossa cultura. Nosso chão. Onde nascemos, vivemos e trabalhamos. A história é testemunha das várias biografias assentadas neste constructo. No balanço da história, ativo e passivo estão em contínua simbiose. Aqui no Vale do Rio Doce, não podemos mais concordar com o estado de insolvência social, econômica, ambiental e de desenvolvimento. Por isso acredito que possamos mudar para melhor nosso tempo, nosso espaço e nosso lugar.Depende de cada um. Se formos juntos vai ser muito melhor!
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
Desafios Primeiros
Quando criança, sempre temos desafios do tamanho do mundo. Pra mim parecia às vezes que o coração ia sair pela boca. É assim que recordo o primeiro dia do meu pré-primário. Uma dificuldade só. Chorava e não queria ir. Minha mãe achava engraçado, mas com aquela autoridade misturada ao amor, me empurrava sob os olhares de orgulho de minha avó. Lembro-me até hoje do caderno verde oliva tão em moda à época em fins dos anos 1960 com as letras do hino nacional e à bandeira. Ambientei-me rápido e logo me apaixonei pelos novos colegas e pelo ambiente da escola. Novas descobertas. Assim, passando as sucessivas fases da vida, susto após susto, a vida vai nos ensinando a trilhar seus labirintos e vivenciar as sinuosas curvas e declives dos vários destinos a viver.
Sinto-me renovado neste 2008. Já não me assusto tanto quanto na infância. As responsabilidades são agora maiores: talvez do tamanho do mundo como enxergávamos quando pequenos. Quem sabe com a energia e a magia com que a criança trata o novo e o desconhecido, possamos buscar e construir um mundo com mais harmonia e Paz!!?
Sob o signo da Paz quero abrir este espaço neste ano. Certamente muitos desafios virão.
Vou juntar a vontade da infância e a perícia do tempo vivido para renovar a vida neste mundo!




