quarta-feira, 29 de outubro de 2008
"A Vida não tem rascunho"
Passados tantos eventos nos últimos meses e de maneira tão frenética e avassaladora, sentí na memória uma conversa com minha amiga Niza, da Secretaria de Educação e muito próxima de amigos comuns da Academia Valadarense de Letras . Ela dizia que havia escrito um poema onde trabalhava com a impossibilidade de se rascunhar o nosso dia-a-dia. Tudo o que fazemos Jaime, dizia ela, está feito: A vida não admite rascunho! Fiquei a pensar. Creditei boa parte de razão para a minha amiga educadora e poetisa bissexta. Pode ser que a nossa vida seja uma bela folha corrida, sem tempo de ser rascunhada. Ou mesmo uma sofrível folha em branco em busca de coerência, ações e algo a ser escrito e a necessitar emendas. O certo parece, é que a vida sempre nos surpreende com a impossibilidade de reviver os acertos das folhas já escritas e também nos desafia a olhar para trás, não reeditando os equívocos, mas praparando para os novos.
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